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Estabelecido período de proteção de camarões no litoral Sul e Sudeste

Equipes de monitoramento do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) mantêm trabalho constante em todo o Rio Iguaçu, desde a nascente até a foz, nas fronteiras com o Paraguai e a Argentina, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para controlar problemas causados pelos mexilhões dourados em áreas de hidrelétricas. De acordo com pesquisadores, a introdução do molusco no Brasil foi identificada há cerca de 11 anos. A proliferação do animal pode causar entupimentos das tubulações, filtros e trocadores de calor das usinas. A ocorrência do mexilhão dourado foi registrada pela primeira vez na América do Sul em 1991. A indicação é de que ele tenha sido introduzido pelo lastro de navios atracados em Buenos Aires. Ao contrário do que acontece na Ásia, continente de origem do molusco, aqui ele não encontrou nenhum predador natural e por isso se reproduziu com tanta facilidade.


Cuidados

Os projetos do Lactec contemplam ainda campanhas de educação ambiental, com materiais audiovisuais distribuídos nas regiões centro-oeste e norte, que ainda não foram afetadas. A água do lastro de navios, vindos de diversas partes do mundo, ainda é uma das principais causas da proliferação do mexilhão no Brasil. Em alguns lugares, como é o caso das margens do Rio Iguaçu no Paraná, existe o costume dos municípios construírem lagos com praias artificiais. Os estudos do Lactec observaram que o mexilhão dourado está sendo levado a regiões onde ele não existia transportado por caminhões de areia. Como o molusco sobrevive até dez dias fora da água, a carona está causando a dispersão.

Fonte: G1


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